Virtudes e participação. Tudo a ver!

Caros Leitores de Bem-estar no trabalho, esta semana procurando assuntos sobre ética, PARTICIPAÇÃO e virtudes, encontrei este texto que encaminho para todos lerem! Boa leitura.

…Recentemente lancei um livro com o título “Acredite: Há vida inteligente no chão de fábrica!”. Tive coragem para escrevê-lo, e mais do que isto, eu senti uma forte necessidade de torná-lo realidade. Coragem, para voltar ao assunto de gestão participativa, tema que permeou as empresas duas décadas atrás e que depois acabou permanecendo, de certo modo, na clandestinidade gerencial. Necessidade, porque é um tema que se alinha, incontestavelmente, ao mundo atual, onde é cada vez mais imperioso voltar-se para o Ser Humano. Estamos vivendo uma Era em que é preciso resgatar urgentemente as virtudes humanas.

Dia desses, ao assistir a um conjunto de palestras, numa renomada entidade educacional, ouvi atentamente a apresentação do currículo de cada palestrante. Confesso que fiquei admirado com tanto saber e proficiência – todos eram, no mínimo, mestres, doutores e versados nesta ou naquela especialidade. Muito justo e honesto enaltecer as qualidades profissionais; entretanto, não ouvi absolutamente nada sobre virtudes pessoais, e essa era a minha expectativa, já que os temas das palestras focalizariam as relações humanas de modo geral. Refleti: se cada um pudesse enaltecer as suas qualidades profissionais e também ressaltar alguma virtude pessoal-transcendente (possuindo-a ou não), certamente a aura em torno da platéia seria outra – de ceticismo para otimismo, por exemplo. Não que aquelas pessoas, inclusive eu, não acreditasse na proposta dos temas, mas, convenhamos, estamos todos cansados de ver e ouvir o famoso jargão popular: faça o que eu digo (ou mando) e não faça o que eu faço. É preciso se comprometer e não apenas participar.

Pense sobre isto, meu amigo leitor. E, na próxima vez que você se apresentar em algum evento, fale sobre os seus méritos profissionais mas não esqueça de mencionar alguma virtude pessoal – todos somos possuidores de virtudes, o que precisamos é enaltecê-las e vivenciá-las. Por exemplos: disciplina; compaixão; responsabilidade; amizade; coragem; perseverança; honestidade; lealdade; fé; amor ao próximo; caridade… É assim que começa o processo de gestão participativa, caso contrário, veremos a distância entre discurso e ação aumentar cada vez mais.

No nosso querido BRASIL, durante mais de vinte anos, a participação nas decisões foram sufocadas de uma forma ou de outra. Os planos do presidente Ernesto Geisel, no sentido de promover uma abertura gradual e lenta, encontravam obstáculos, não só no meio militar, como sob outros enfoques, dentro dos próprios partidos políticos. Os reflexos dessa autocracia permanente deixaram profundas marcas em todas as organizações, especialmente nas organizações empresariais, permeando-as do topo às bases, dos presidentes aos supervisores e encarregados.

Com o advento das greves de 1978/1980 no ABC paulista surge, ou melhor, explode o sentimento, por tanto tempo retraído, de querer participar, querer ser respeitado, ouvido e consultado.

Eu cito algumas causas destes sentimentos:

1. Elevação dos níveis de escolaridade e educação.
2. Maiores aspirações.
1. Não aceitação dos limites das tarefas.
2. Contestação do “status-quo”.
3. Questionamento das tradições.
4. Novas realidades sociais.
5. Novos costumes.
6. Nova legislação.
7. Aberturas políticas.
8. Poder alcançado pelos sindicatos operários.
9. Poder alcançado por grupos profissionais.
10. Maior intensificação da concorrência.
11. Baixo nível da qualidade de vida no trabalho.
12. Influência política de alguns partidos.
13. Alta taxa de inflação.
14. Corrosão do poder aquisitivo.
15. Influência dos meios de comunicação.
16. Caráter assistencialista dos sindicatos.
17. Maior conscientização do operariado e dos níveis intermediários.
18. Vontade implícita e explicita de todos por participação.
19. Maior participação das mulheres no campo do trabalho.

Com base nesses sentimentos, muitos programas participativos foram criados desde então, alguns com absoluto sucesso, outros com sucesso relativo e outros decolaram e aterrissaram na mesma velocidade. Você deve estar se perguntando: por que isto ocorreu, ou melhor, por que ainda ocorre nos dias de hoje? Por que a gestão participativa ainda é um ponto a ser melhorado nas empresas? Por que…. Obviamente, as respostas estão na falta de comprometimento que citei acima, e na postura ultrapassada de algumas pessoas que ainda “comandam” e não lideram, mesmo nessa época de tantas informações e tecnologia.

Portanto, ainda precisamos avançar bem mais em termos de valorização do capital humano. Se você quiser fazer a diferença e ter sucesso, tanto na sua vida profissional como na vida pessoal e familiar, comprometa-se o quanto mais possível. Ressalte as suas virtudes, seja autêntico e cultue a participação. É disto que estou falando!

AUTOR: CARLOS MINA – consultor, palestrante e escritor

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